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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Apodiformes
Família: Trochilidae
 Vigors, 1825
Subfamília: Trochilinae
 Vigors, 1825
Espécie: C. lactea

Nome Científico

Chionomesa lactea
(Lesson, 1832)

Nome em Inglês

Sapphire-spangled Emerald


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Beija-flor-de-peito-azul

O beija-flor-de-peito-azul é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
É um dos menores beija-flores, embora muito ativo e briguento. Quase tão comum como o beija-flor-tesoura, este beija-flor não chama tanto a atenção das pessoas, talvez por ser menor e por ter cores mais discretas. Além disso, parece ser mais tímido que seu parente maior, saindo menos da proteção da folhagem. Segundo GRANTSAU, 1988, possui duas subespécies com ocorrência no território brasileiro: A. lactea lactea (Lesson) e A. lactea bartletti (Gould). Diz-se ser o beija-flor estampado nas notas de 100.000 cruzeiros, 1 real, e nas moedas, também de 1 real, comemorativas de 25 anos do plano real (algumas pessoas dizem ser Amazilia leucogaster).

Nome Científico

Seu nome científico significa: de Amazilia = heroina Inca na novela “Les Incas, ou la destruetion de l'Empire du Pérou” de Jean Marmontel (1777); e do (latim) láctea, lacteus, lac = referente ao leite, leitosa, leite. ⇒ Amazilia leitoso.

Características

Chama a atenção pela garganta violeta e a faixa branca que desce pelo peito até a barriga, o que o diferencia bem de seus congêneres. Alguns dados biométricos da subespécie A. l. bartletti podem ser acessados em Guilherme et al. (2020). As costas e a nuca são verde brilhante, a cauda e parte das asas são azul escuro, a garganta e parte do peito são de um tom azul muito vivo. a barriga é branca e dela sobe uma linha que divide o peito, que é ocráceo. Não há dimorfismo sexual. Mede entre 8 e 11 centímetros e pesa entre 3 e 6 gramas. (Weller, Kirwan and Boesman, 2016).

Subespécies

Possui três subespécies reconhecidas:

(Integrated Taxonomic Information System, 2015).

Fotos das subespécies de Amazilia lactea
(ssp. lactea) (ssp. bartletti) (ssp. zimmeri)

Alimentação

Assim como outros beija-flores é um dos principais agentes polinizadores de várias plantas, inclusive de algumas bromélias ornamentais (Bromelioideae) e plantas introduzidas. É territorial e visita bebedouros e flores em horários regulares. Explora até mesmo flores de plantas rasteiras, voando muito baixo para tal. Nos jardins e espaços cultivados procura as flores de camarãozinho-vermelho (Justicia brandegeeana), eucalipto (Eucalyptus sp.), grevílea (Grevillea robusta), ingá (Inga sp.), malvavisco (Malvaviscus arboreus), paineira (Ceiba speciosa) e sálvia (Salvia officinalis).

Reprodução

Constrói o ninho a pouca altura, sobre um galho horizontal, mas este, como o de muitos outros beija-flores, é camuflado com líquens na parte externa e por isto é necessária muita atenção para observá-lo. Seu ninho abriga um ou dois ovos. Na Amazônia sul-ocidental, novos registros para a raça Amazilia l. bartletti revelam que a espécie utiliza fibras de algodão para a construção do ninho, obtidas de sementes de Ceiba sp. ou Ochroma sp. e os filhotes nascem com pele escura no dordo e região lateral e com bico laranja (Guilherme et al. 2020). O adulto alimenta os filhotes com néctar de flores nativas e exóticas como Costus sp., Hibiscus rosa-sinensis e Monotagma sp. que permanecem no ninho por 18 a 20 dias (Guilherme et al. 2020).

Hábitos

Gosta muito das áreas urbanas, frequentando assiduamente o malvavisco e outras plantas atrativas e também os bebedouros com água açucarada, onde briga constantemente com a cambacica (Coereba flaveola) e com o beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura). Em uma floresta no sudoeste amazônico brasileiro, Lima & Guilherme (2021) verificaram constantemente a espécie forrageando no interior de clareiras naturais dentro da mata, assim como esmeralda-de-cauda-azul (Chlorostilbon mellisugus) e rabo-branco-rubro (Phaethornis ruber).

Curiosidades

É relativamente frequente os beija-flores capturarem pequenos insetos presos em teias de aranhas. Neste processo, já foi observado um jovem Chionomesa lactea imobilizado pelos fios de seda da teia da aranha Nephilengys cruentata; ele recuperou-se após ter sido retirado e alimentado com água açucarada.

Distribuição Geográfica

Ocorre em três regiões, no sudeste da Venezuela, na Bolívia, Peru, e no sudoeste da Amazônia brasileira (Acre e sul do Amazonas) e na região central e sul do Brasil.

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos